Ok… fiz tudo o que esteve em minhas mãos para resistir, mas ao final fui derrotado pela tecnologia…
Desde hoje…
…
…
…
Tenho orkut…
scheisse!!
Pancho
Um blog sobre quase tudo e mais um pouco.. incluindo um correspondente argentino.
Ok… fiz tudo o que esteve em minhas mãos para resistir, mas ao final fui derrotado pela tecnologia…
Desde hoje…
…
…
…
Tenho orkut…
scheisse!!
Pancho

Existem muitas injustiças na vida, tantas que se tivesse que as enumerar não saberia por onde começar. No entanto, há uma que me indigna especialmente, porque ninguém parece notá-la. Estou falando dos TOMATES, senhoras e senhores. Está bem, podem rir-se, podem pensar “este é um delirante” ou o que queiram. Eu seguirei firme em minha opinião. Sim, vão lutar quando queiram pelos direitos das focas, dos pandas e de todos esses horríveis animais que só servem para dar-lhe um pouco de trabalho à incipiente mão de obra escrava no mundo inteiro. Claro, à hora de salvar a esses bichos somos todos bons. E por que tem um Panda favoritismo? Eu vou dizer-lhes por que ¡Porque são fotogénicos! Ademais, se não querem reproduzir-se há que respeitar seus desejos, ou a vocês lhes agradaria que um montão de ursos começasse a criticar suas vidas sexuais?! Poderia começar a discutir sobre os direitos dos caçadores furtivos, pobres almas de Deus… mas ¡não! porque este é um relatório e uma luta em favor dos Tomates! Cada vez que os contemplo, tão pequenos, tão frágeis tão… vermelhos, não posso evitar chorar porque sê muito bem qual é o trágico destino que lhes aguarda. Sua vida inteira é um drama. Mal são o suficientemente maduros como para ter consciência de si mesmos (nunca madurarão o suficiente como para o “penso, depois existo” ) arrancam-nos bestialemente de sua mãe ramo e os arrojam atrapados em caixas para a morte segura. Apertados entre seus assustados irmãos cedo serão separados. Finalmente chegarão à cozinha, onde os colocarão em grupos sobre uma tabela e, como se fossem fuzilá-los, serão sistematicamente rebanados. Como podemos ser tão perversos? Como é que somos capazes de colocar os intestinos de um tomate em nossas bocas? É que ninguém nota seu sofrimento?
Eu vou dizer-lhes por que: Porque um tomate não sabe ficar bem ante uma câmara. Um tomate não sabe comer bamboo de forma engraçada. Um tomate não pode falar. Um tomate não pode gritar clamando por sua mãe. Um tomate é estóico e eu, pessoalmente, fartei-me de que esta terrível maquinaria de morte e salada siga funcionando. Não estou pedindo muito, simplesmente começar a realizar um boicote em favor destes simpáticos seres. Filhos: não comam o tomate que seus pais lhes servem. Pais: não sirvam mais tomate a seus filhos, nem a vocês mesmos. Televidentes: mudem de canal se vêem uma publicidade na que se mostrem estes massacres. Também não contemplem películas que favoreçam à demonización do tomate (exemplo, “A Noite dos Tomates Assassinos I,II e III”).
Me temo que existirá uma oposição na contramão de minha campanha do Bem. Refiro-me aos “Mastiga-Aspargos”. ¡Não os escutem! Se o fazem o único que conseguirão é que a injustiça e o Mal prevaleçam.
Amigos meus, sei que entre todos poderemos conseguí-lo. Eu sonho com um mundo diferente, melhor, no que os tomates gozen dos mesmos direitos que os seres humanos. E assim será…
Pancho.
Ela nasceu para ser o amor dele e ele para ser o amor dela.
Ela se criou entre custosos berços e niñeras. Ele foi um entre doze irmãos e a infância lhe durou pouco. Ela terminou o secundário com excelentes notas e ingressou na universidade de economia. Ele abandonou a escola pouco depois de aprender a ler, vendo-se forçado a continuar seus estudos na “Universidade da Rua”. Ela estudou duramente, assistiu a festas e teve alguma relações com outros homens, nenhuma do tudo satisfatória. Ele se acostó com uma série de prostitutas e acabou sendo o noivo da filha de uma delas. Ela se recebeu mas preferiu não trabalhar; com o dinheiro da herança tinha suficiente. Ele trabalhou 14 horas por dia, coletando toneladas de papelão para ganhar as moedas que o alimentariam a ele, a sua noiva e ao futuro bebê. Ela se casou e teve filhos. O se casou e teve filhos. Ela não era feliz. Ele também não.
Uma tarde, numa das tantas ruas da cidade, quis o destino que se encontrassem. Ele arcava uma pesada bolsa de lixo repleto de papelão. Ela levava uma carteira Louis Vuitton. Ela nasceu para ser o amor dele e ele para ser o amor dela. No entanto, ao olhar-se ela pensou “mas que negro de merda…” e ele ” que loira estúpida…”. Cada um seguiu seu caminho, até perder-se entre a multidão.
Não voltaram a ver-se…
FIN
E? que esperavam? Um final feliz?
Pancho.
Não, eu não estou no ano errado e nem o meu computador está com a data errada, o título desse artigo é mesmo: “Movimento Blog Voluntário 2009″.
Sabe, eu queria ter participado mais ativamente do movimento que rolou nesse final de semana, ter feito algo realmente relevante. Em todo caso estou satisfeito, acho que o que eu poderia ter feito eu fiz. Minha experiência com blog é muito pequena, eu nunca tive muita fé e força de vontade nas minha iniciativas anteriores, mas esse blog de agora parece que tomou um forma mais concreta, creio que só falta estruturar mais a proposta central do blog, porém, isso é algo que levará um certo tempinho para percebermos com o que realmente poderemos contribuir.
Deixando o melodrama de lado e apoiando-me no MBV2008, quero deixar um incentivo/uma dica para as pessoas que ainda não têm blog ou ferramenta parecida. Quando pintar aquela vontade de criar um blog, não perca tempo e ponha a mão na massa. É divertido. Tudo bem, que pode tomar um pouco do seu tempo, mas com o blog você pode aprender muita coisa. Existe uma variedade infinita de sites na internet que pode te auxiliar na hora de buscar informações, ferramentas e parceiros para esse tipo de iniciativa e acredite, formar um blog colaborativo como é o caso do Suco de Cor pode acrescentar muito à sua vida. Quando eu iria imaginar que um dia, eu conversaria e escreveria com um argentino (o Pancho) em um blog? É genial, um blog pode te abrir muitas portas; não faltam exemplos de pessoas que se deram bem (leia-se: ganhou dinheiro, arrumou emprego, encontrou a mulher da sua vida) apenas expondo as suas idéias em seus blogs.
Acho que é isso. Neste ano não pude contribuir tecnicamente para o Movimento Blog Voluntário da froma que eu gostaria, devido a minha pouca experiência no meio, mas acho que entendi o espirito da coisa: ajudar com o que estava ao meu alcance.
Bem, não vou prolongar-me mais, pois, já está ficando muito meloso e o domingo está chegando ao fim. Apenas quero deixar registrado aqui o meu apoio e a vontade de participar do movimento no ano que vêm. Acredito que até lá, vou saber algo mais sobre a arte de blogar.
É isso.
Ronalson

Pancho.
acabei de matar um inseto no meu quarto.
ele era diferente dos insetos normais, era até muito bonito. acabou voando e apareceu perto do meu abajur, o que me deu medo. sei lá, nesses momentos eu imagino as doenças que eles podem trazer. aí fui e peguei o spray. apertei. bang, bang! mas no mesmo momento em que realizei esse ato, senti pena do bicho. ele se revirava, revirada. não era agradável.
durante aqueles segundos eu me senti mal, bem mal, em uma situação quase kafkaniana- uma mistura de asco e arrependimento. foi então que peguei um jornal na sala e resolvi não mais ver aquela cena. respirei fundo- mas tapando o nariz com a camisa porque não queria respirar o spray que ainda era presente no quarto- e pus fim ao inseto de maneira brutal. catapum!
sei que não é algo que eu faça com freqüência, mas não pude ver o contorcer daquele ser. tive de agir, entretanto, se eu tivesse simplesmente expulsado ele com o jornal antes, tudo seria mais fácil- pra mim e pra ele. o que me faltou foi coragem. tive medo de haver um movimento abrupto, um erro de minha parte que o fizesse mexer de uma maneira não desejada. bem, agora não adianta mais pensar nisso, já era. catapum pra ele e pra esse texto.
Precisamos mulher de qualquer idade (preferencialmente de 17 a 21 anos) com medidas (preferencialmente) 100-60-90 para participar num videoclip de reaggeton. Deverá ter experiência na arte de sonreir falsamente adiante das câmaras e suportar letras machistas denigrantes contra a mulher, como por exemplo: “Sim, cachorra sim, tua és minha cachorra” ou “Sim cachorra, sim, agacha-te cachorra, sim, prova de meu leite sim, cachorra, sim” . Não se requer demasiado entendimento musical. Depois de tudo, nossos músicos são uns completos ignorantes no tema (ninguém parece notá-lo). Ademais, apesar de que os músicos são bastante feios E estúpidos, deverá pretender que os amoa e que pensa que são as pessoas mais “cool” do mundo. Também deverá usar uns vestidos tão pequenos que suspeitará que foram desenhados devido à perversa aliança entre uma Produtora de Lenços e uma Fábrica de fios dentais.
Em fim, se se se cansou de ser considerada um ser humano e deseja experimentar que se sente ser um mero objeto por um dia, pode enviar-nos um mail a se_cachorra_se@yahoo.com.
Une-te a nós! teu chance de ser “algo asi quase como famosa” te está esperando!!
Pancho.
O trecho a seguir foi retirado de um do diários de Paulo Henrique Afonso, dezessete anos. Ele teve um surto psicótico depois de passar 49 horas ininterruptas usando a internet. Atualmente, passa temporada em uma clínica psiquiátrica.
Segunda, 14 de Julho de 2006.
Hoje aconteceu uma coisa na academia que me me deixou meio *. Não foi nada inusitado, já ocorreu antes, mas na hora fiquei com um pouco de vergonha. O instrutor estava me indicando que eu aumentasse o peso no exercicio de bíceps. Nada demais, só que enquanto ele falava eu não conseguia parar de rir. Não era uma gargalhada escandalosa, era um sorriso tímido, de bobo alegre. Então ele me disse, “Por que você tá rindo? olha o cara aí, ri à toa…”
O pior é que eu fiquei com aquilo na cabeça, tentando achar uma explicação. Foi ai que eu lembrei de uma outra coisa que me aconteceu quando eu tinha uns nove ou dez anos. Eu estva em casa, fazendo qualquer coisa que me fugiu da **, até que o Mateuzinho toca a campainha. Os tios dele tinham vindo de Minas pra visitar a família no feriado, então ele decidiu me chamar para andar com a prima dele pela rua, já que ninguém tinha nada melhor em mente. E a prima dele era bonita, um pouquinho mais velha, no máximo dois anos só. Fui com eles.
Só que não tinha papo. A rua estava deserta, parecia que todo mundo tinha resolvido viajar no feriado. Foi aí que eu me deparei com aquele desenho escroto que o Miller fez naquele muro. Eu sempre achei o desenho bem bobo, mas o pessoal da rua gostava porque eram todos uns merdas, e se o Miller fez, então é obrade arte. O fato é que eu queria me mostrar para a tal garota, era o tipo de garota muito bonita quando se tem nove anos. Foi ai que eu soltei, ” Tá vendo esse desenho aqui? É uma buceta!”
Buceta, boceta, vagina, xoxota, tanto faz. Ela ficou muito constrangida quando eu disse isso e pior, o Mateus ficou todo empolgadinho. Até que a garota disfarçou bem o constrangimento, mas a cagada estava feita. Bem, eu não tive mais oportunidades de falar com ela depois disso, porque a familia do Mateuzinho se mudou de Castelo pouco tempo depois. Menos mal.
Essa história toda foi só para dizer que eu nunca sei como reagir a nada. Eu não sabia o que fazer quando o instrutor Anderson disse aquilo, então ri. Podia ter dito, “odeio a academia, enfia o peso de 6 kg no cu!”, mas eu ri. Sei lá, é como em oldboy, “ria e rirão com você, chore e chorará sozinho”. E o Anderson riu mesmo comigo…
O negócio é que eu tenho fugido a minha vida inteira. Esse diário mesmo é uma fuga.
Eu me odeio.
* Palavra rasurada. Houve uma tentativa de escrever outra por cima, sem sucesso.
** Palavra quase impossível de se ler. Tudo indica que é algo relacionado à memória.
Acredito eu, que a maioria das pessoas que resolvem criar um blog pela primeira vez não têm a mínima noção de linguagem HTML, funções do blog, como divulga-lo e afins. Somente no decorre do árduo caminho da blogagem é que elas começam a correr atrás desse tipo de coisa.
No meu caso não foi diferente e confesso: ainda não sei 1% de linguagem HTML, não sei como divulgar meu blog (vide a quantidade de acessos e comentários) e muitas vezes me perco nas funções do WordPress, que nem são muitas.
Sim, mas o que tem de importante nisso tudo? É que, convivendo um pouco com blogs você percebe que existem regras (veja esse post falando das Netquetas, as etiquetas da internet) e uma delas é a obrigação de linkar as suas referencias. Porém, muita gente não sabe como linkar, mesmo com ferramentas bastante intuitivas como no caso do Wordepress.
No WordPress é bem simples, nem é necessário fazer um tutorial com printscreen. Basta:
Como isso você terá uma tag HTML, nesta forma: <a href=”http://sucodecor.wordpress.com”>. Para mascarar o link em uma palavra, você deverá escrever a palavra desejada logo depois do > e fechar a tag com </a>.
Exemplo:
Escrevendo na aba HTML: <a href=”http://sucodecor.wordpress.com”>Suco de cor</a>, você obterá no seu texto: Suco de cor
Deixarei aqui o link para download de uma apostila sobre HTML, feita pelo professor Fabio Miyasaki, que explica de forma detalhada permitindo interações como em um curso presencial, além de ter uma breve introdução sobre a internet e sua implantação no brasil, que é bastante interessante.
Outro link que pode ajudar bastante é o post do Interney
sobre Como criar links? Como fazer para os links abrirem em uma nova janela?.
Me parece bem este movimento solidário para lutar contra o analfabetismo digital. Já me tinham aborrecido todas estas campanhas a favor dos meninos em África, a fome em Sudamérica e todas essas coisas da temporada passada (ou seja, out). Agora o que está top top super top no mundo da solidariedade é ajudar a gente que pelo menos tenha um computador. Ou seja, garotos famintos de África, tudo bem, mas se querem um pouco de meu pão, me vão-no ter que pedir por e-mail.
Outra coisa, há temas nos que me põe orgulhoso ser um analfabeta. Por exemplo, não tenho idéia do que é orkut, e a verdade que não quero averiguá-lo. O facebook só me supera, não preciso que me vinga a brigar com outros de seus amigos. Fiz algumas tentativas com o flixter, mas me arrependi em seguida. Para cúmulo agora que o facebook é a coisa mais popular do mundo me está começando a fartar. Todos os dias me vêm testes tipo “Quanto conheces dos Simpsons?” ou “Quanto sabes de famosos?”. BASTA! é pior do que esses e-mails em corrente que mandam, tipo: “Oi, chamo-me Dorothy, sou uma pequena que num trágico acidente perdeu os braços e as pernas. Oh, ademais tenho aids e câncer. Mas não te preocupes, por cada vez que reenvíes este mail, receberei 10 centavos. Por favor, ajuda-me a ser milionária antes de morrer!!”.
Ora bolas, como bom analfabeta digital que sou, a verdade não se me ocorrem muitas coisas que explicar. Só recomendar um par de técnicas diferentes para procurar com google, porque a busca normal aborrece (sem contar que inevitavelmente caímos em Wikipedia… têm que ter outras opções carallo!!)
As idéias que proponho de busca são: golpear-se a cabeça contra o teclado e apertar Enter “a ver que passa”, procurar o que queremos em idiomas que não conhecemos “a ver que passa”, pôr comidita sobre o teclado e chamar ao cachorro para que se o coma “a ver que passa”, arrojar o teclado contra o solo como se fosses um rockstar “a ver que passa”, utilizar o poder de tua mente para tocar as teclas “a ver que passa”, comprar-te um escravo analfabeta digital e obrigá-lo a que procure o que queira (cuidado, que não se lhe ocorra procurar sobre os direitos humanos!) “a ver que passa”, mudar as teclas de lugar “a ver que passa”, cultivar sementes de plantas amazônicas embaixo das teclas e criar um novo ecossistema com vida inteligente em teu teclado “a ver que passa”…
Em fim, creio que já entenderam a idéia. CONVIDO-OS a que inventem formas novas de procurar em google, assim não temos que estar dando-lhe tanto de comer a Wikipedia. Que se deixe de fazer-se o grande erudito e se procure um trabalho como a gente…
Pancho.