Me parece bem este movimento solidário para lutar contra o analfabetismo digital. Já me tinham aborrecido todas estas campanhas a favor dos meninos em África, a fome em Sudamérica e todas essas coisas da temporada passada (ou seja, out). Agora o que está top top super top no mundo da solidariedade é ajudar a gente que pelo menos tenha um computador. Ou seja, garotos famintos de África, tudo bem, mas se querem um pouco de meu pão, me vão-no ter que pedir por e-mail.
Outra coisa, há temas nos que me põe orgulhoso ser um analfabeta. Por exemplo, não tenho idéia do que é orkut, e a verdade que não quero averiguá-lo. O facebook só me supera, não preciso que me vinga a brigar com outros de seus amigos. Fiz algumas tentativas com o flixter, mas me arrependi em seguida. Para cúmulo agora que o facebook é a coisa mais popular do mundo me está começando a fartar. Todos os dias me vêm testes tipo “Quanto conheces dos Simpsons?” ou “Quanto sabes de famosos?”. BASTA! é pior do que esses e-mails em corrente que mandam, tipo: “Oi, chamo-me Dorothy, sou uma pequena que num trágico acidente perdeu os braços e as pernas. Oh, ademais tenho aids e câncer. Mas não te preocupes, por cada vez que reenvíes este mail, receberei 10 centavos. Por favor, ajuda-me a ser milionária antes de morrer!!”.
Ora bolas, como bom analfabeta digital que sou, a verdade não se me ocorrem muitas coisas que explicar. Só recomendar um par de técnicas diferentes para procurar com google, porque a busca normal aborrece (sem contar que inevitavelmente caímos em Wikipedia… têm que ter outras opções carallo!!)
As idéias que proponho de busca são: golpear-se a cabeça contra o teclado e apertar Enter “a ver que passa”, procurar o que queremos em idiomas que não conhecemos “a ver que passa”, pôr comidita sobre o teclado e chamar ao cachorro para que se o coma “a ver que passa”, arrojar o teclado contra o solo como se fosses um rockstar “a ver que passa”, utilizar o poder de tua mente para tocar as teclas “a ver que passa”, comprar-te um escravo analfabeta digital e obrigá-lo a que procure o que queira (cuidado, que não se lhe ocorra procurar sobre os direitos humanos!) “a ver que passa”, mudar as teclas de lugar “a ver que passa”, cultivar sementes de plantas amazônicas embaixo das teclas e criar um novo ecossistema com vida inteligente em teu teclado “a ver que passa”…
Em fim, creio que já entenderam a idéia. CONVIDO-OS a que inventem formas novas de procurar em google, assim não temos que estar dando-lhe tanto de comer a Wikipedia. Que se deixe de fazer-se o grande erudito e se procure um trabalho como a gente…
Pancho.




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