Escrever poemas é algo bem complicado e por isso exigem muita habilidade de quem o escreve. Para burlar essa dificuldade uma boa saída é fazer releituras/paródias de poemas famosos. Com o intuito de disfarçar a falta de textos meus, vou liberar alguns poemas (releituras/paródias) que fiz.
O primeiro poema que pretendo estragar, é o No meio do caminho do Drummond, que é bem tosco fora do seu contexto histórico, o Modernismo.
No meio do caminho
No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.
Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra
Carlos Drummond de Andrade
Os meus poemas-releitura estão contidos na obra: Poesias Anti-Poéticas para não entender o Mundo, que provavelmente nunca chegará nas livrarias da sua cidade. O que se referente ao poema de Drummond é o Dando a volta pelo lado, escrito em setembro de 2007.
Dando a volta pelo lado.
Tive que parar de caminhar,
mas eu não estava cansado.
Parei, porque no meio do caminho
tinha uma pedra.
Uma pedra grande, gorda
e inconveniente.
Bem no meio do caminho
que eu vinha.
Por isso, dei um chute na bendita,
fiz o contorno
e continuei fazendo o que eu queria.
Mancando é claro.
Ronalson Vargas Mendes Filho



ei, q tal uma releitura da “canção do exílio”?
poesia é coisa de veado-chupa-rola!
olha Cruz e Souza! vivia numa esquininha na Toneleiros, em Copacabana, dando o rabo pra conseguir uns trocados pra comer churros.