Nos rimos do gato que teme a seu próprio reflexo no espelho.
Claro que ignoramos que, em realidade, nós somos o reflexo do gato.
O único que realmente existe é aquele gato que nos contempla temeroso, ao outro lado do espelho.
Pancho.
Um blog sobre quase tudo e mais um pouco.. incluindo um correspondente argentino.
Nos rimos do gato que teme a seu próprio reflexo no espelho.
Claro que ignoramos que, em realidade, nós somos o reflexo do gato.
O único que realmente existe é aquele gato que nos contempla temeroso, ao outro lado do espelho.
Pancho.
Gato que brincas na rua
Como se fosse na cama,
Invejo a sorte que é tua
Porque nem sorte se chama.
Bom servo das leis fatais
Que regem pedras e gentes,
Que tens instintos gerais
E sente só o que sentes.
És feliz porque és assim,
Todo o nada és é teu.
Eu vejo-me e estou sem mim
Conheço-me e não sou eu.
aproveitando a onda de gatos,espelhos e sorte..pena Pessoa não ter dado um título ao poema…acho que “o espelho no gato” não ficaria de todo ruim