Extrato do discurso do Bacharel Lorenzo Lutuano (crítico de Vida) na reunião anual de Críticos realizada na Universidade de Michigan titulado “Crítica à Vida”:
[...Porque, sejamos francos, a forma em que a Vida está contada é, por não encontrar uma palavra mais fina, uma terrível merda. Por exemplo: o cliché. Nossas vidas abusam deste recurso. Ou seja, um pouco de cliché está bem, mas, o tempo todo? Isso é muito aborrecedor! Porque, ainda que vocês não o saibam, há gente que nos olha e não lhes agrada o Cliché... Há que o sacar. Eu começaria propondo uma lei que proíba as conversas a respeito do clima. Imaginem ver uma película na que os personagens passam duas horas falando da chuva... Bueno, deixem-me dizer-lhes algo: ISSO é sua vida! ISSO, e algumas doses de soft-porn no meio. Que classe de arte é aquele? Aqueles que nos olham o tempo todo devem estar terrivelmente aborrecedores! Que lhe passa à vida? Onde estão as explosões? Onde os diálogos geniais? Onde as brigas em câmara lenta com óculos de sol?!? BASTA! Eu não vou ficar sentado fazendo nada! Ao invés, vou fazer-lhe um desemprego de tratores a Deus até que se digne a ouvir-me!!
Deus, minhas exigências são as seguintes: Mudanças radicais na trama de nossas vidas. Não sei, quero levantar-me à manhã, ter um café da manhã com bacon, explosão, correr fora de minha casa com um arma e uma bincha tipo Rambo, matar alguns terroristas, beijo apaixonado com uma loira, cenas de sexo (mas algo cuidadas; com flashbacks e música romântica) e títulos. E outra explosão, pelas dúvidas.
Sinceramente, eu não entendo como a gente que nos olha o tempo todo com suas câmaras ainda não se enojou. Estão em todas partes... Vêem-nos inclusive quando vamos ao banho. Puseram microfones em nossos traseiros quando éramos bebês... Oh Deus meu, vêem-nos o tempo todo e seguem aborrecendo-se... vão-nos a seqüestrar a todos.... A TODOS!!!! AAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHH!!!! NÃO!! NÃO ME LEVEM!! AHHHH!!! AAAAAARRGHH!!! SOLTEM-ME!!! NÃO TÊM DIREITOOOO!!!! AAAAAAAAAAAHH!!!!...]
O bacharel Lorenzo Lituano (crítico de Vida) foi levado posteriormente a um centro mental. Agora é feliz graças os bons tratos que recebe por parte dos médicos.
E aos antideprésivos que lhe dão cada meia hora.
Pancho.



não gosto de bacon…menos ainda de beijo de loira