Arquivo para Julho, 2008

Una de Ciencia Ficción.

Hoje toca uma história (má) de cienca ficção. Aí vai:

Num planeta distante existiu uma raça de seres tremendamente bons chamados ehr… mh… “Perones”. Lamentavelmente, além de tremendamente bons, os “Perones” eram tremendamente estúpidos. E, para cúmulo de males, tinham dores em todo o corpo, pelo que passavam quase todo o dia queixando-se da chuva e insistindo que “com os militares estavam melhor”.

Sim, as coisas não andavam demasiado bem para os “Perones”.

Foi então que um “Perón” notavelmente inteligente (só olhava HBO) descobriu a cura para todas suas dores: Quebrar-se o pescoço. Pode soar incrível, mas assim foi. Só precisavam uma pequena quebrada de pescoço (como Deus manda) para fazer desaparecer qualquer rasto de dor. E então foram felizes.

O que seguiu foi uma revolução de pensamento. Fizeram uma lei que obrigava a HBO a ser gratuito e a estar em todos os canais. Também, decidiram que eram tão felizes que já não iam precisar mais soldados e do que, no futuro, só iam usá-los para fazer películas de Rambo e Indiana Jones.

Desgraçadamente, isso de ser felizes era super lindo… mas os aborreceu em seguida. Que fizeram então? Muito simples, foram-se em suas naves espaciais a outros planetas para mostrar-lhe a outras raças menos afortunadas o segredo da felicidade.

Chegaram à Terra uma manhã como qualquer. O primeiro com que se encontraram foi um granjeiro assustado que teve a pior idéia de sua vida: Gritar em pânico. Claro que ele não sabia que os “Perones” (criaturas telepáticas) só usam a boca quando têm uma dor terrível. Quanto mais forte seja o som que emitem, mais intenso é o sofrimento. Quando viram ao granjeiro gritando sofreram uma imensa compaixão por aquela pequena criatura. “Quanto dor” pensaram. Com soma delicadadeza, quebraram-lhe o pescoço, e o granjeiro foi “feliz”. Ou ao menos essa foi a interpretação dos “Perones” quem, contentes com sua primeira obra, não demoraram em fazer feliz ao resto do planeta.

Pouco depois se foram. Lamentavelmente, algumas semanas depois ficaram sem moedas para a nave espacial, perderam o controle e chocaram contra ehr.. mmh… algo espacial (com botões coloridos e lasers, muitos lasers).

Quanto à Terra, nunca esteve tão repleta de gente “feliz” (ou “cadáveres em estado de descomposição”, como preferem chamá-los ali).

E, depois de anos de perversa espera e malvados planos, finalmente:

OS MUDOS CONQUISTARAM O MUNDO.

Pancho.

x

Aquele dia, o ventilador de teto girava, bonito. Na segunda-feira anterior, ele simplesmente havia decidido pelo silêncio – para só voltar com seu ofício na segunda seguinte, cheio de marra. Por isso, a semana que antecedeu o fatídico dia foi de desagradável calor na salinha que abriga a  seção de auto-ajuda da livraria. Naquele dia, porém, o objeto ventilante irradiava  um friozinho capaz de acalentar os espíritos mais combalidos. Este era, sem dúvida alguma, um fator preponderante para a lotação daquela área que eu fora incumbido de tomar conta.

- Por favor, vocês têm aí o livro “x”?, dirigiu-se a mim uma senhora.

- Não sei dizer – retruquei.

- Não sabe… Você não trabalha aqui?

- Mais ou menos.  Fui colocado aqui para dizer que não sei.

- Ahn?

-  É.  A antiga funcionária se demitiu de uma hora pra outra, teve que fazer um tratamento sério. Assim, o proprietário deste estabelecimento – meu tio – me colocou aqui para comunicar da confusão. Ou seja, minha função aqui é dizer, “minha senhora, ninguém pode te ajudar neste momento”.

Obviamente, a pobre mulher ficou sem entender a atitude anti-comercial do vendedor, mas o senhor do terno verde (não consigo lembrar o nome daquele funcionário) me salvou de novo:

- Ei, filho, deixa que eu atendo ela, vai comprar o açúcar que eu te pedi – ele era viciado em açúcar.

Nunca gostei de dizer educadamente às pessoas que elas estão perdidas. Aliás, fazia algum tempo já que eu não me interessava por livros, quanto mais os de auto-ajuda. A minha maior diversão naquela época era jogar “paciência” no computador. Iria comprar o açúcar do homem, me ajudaria a distrair um pouco e eu sairia daquele frio deprimente. Mas nem consegui chegar à porta da loja. Passando pela seção de esoterismo, fui abduzido por um livro do Paulo Coelho.

                                                                                              Lucas Schuina

Calendário do mês de Julho.

Julho é o sétimo mês do ano, tem 31 dias e um monte de datas comemorativas legais. É também o mês das férias de julho, um bom momento para relaxar e criar coisas como essa.

Calendário do do mês de julho:

  • 2 de julho – dia do Protético
  • 9 de julho – Dia Internacional Latino-Americano de iniciar Revoluções que dêem nomes de Avenidas chamadas de 9 de julho.
  • 10 de julho – dia da Pizza
  • 13 de julho – dia dos Cantores Sertanejos e dia Mundial do Rock (o.0)
  • 22 de julho – dia da Santa Maria Madalena, padroeira das prostitutas
  • 26 de julho – dia da Vovó

Sem duvida é um mês muito divertido. E para começar o agito, eu sugiro que você desligue o computador e vá compra um presente para o profissional que fez as próteses dentárias da sua querida vovozinha, pois amanhã é o dia dele.