1- Itabira
2- Rio Itapemirim
3- Roberto Carlos
…
Para uma boa parte dos cachoeirenses, ausentes ou não, este é o início do TOP 10 Cachoeiro. Não querendo desmerecer as obras da Mãe Natureza e o Marketing musical, mas eu não concordo.
A segunda Bienal Rubem Braga começou. Não nesta quinta e sim há um bom tempo. Eu tive a sorte de poder acompanhar a preparação deste evento e descobri muita coisa legal na Capital da Crônica (ou para facilitar: a terra do Rei).
A banda Vitrola de 3 que me espantou pela genialidade em plena Praça da Poesia, uma juventude culturalmente ativa muito promissora, crônicas geniais de Rubem Braga, lugares divertidos, boa música e filmes fantástico são alguns desses frutos, que espantosamente emergiram de uma cidade que eu taxava apenas como: quente, sem graça e com uma movimentação cultural guardada nas prateleiras do porão da casa dos Braga.
Eu classificaria o evento como algo paradoxal, por conta das disparidades de sensações que venho sentido. É muito (muito) f… ver algo assim acontecer em Cachoeiro, melhor ainda, é esse banho de cultura proporcionar coisas incríveis como: uma conversa totalmente descontraída – quase uma conversa de bar com os amigos – com o jornalista e escritor Zuenir Ventura, um debate sobre cotas no banco da praça, ler um pouco de tudo, aprender sobre cinema, música e pessoas.
Mas “nem tudo é o que parece ser”, do outro lado da moeda, eu vejo que esses ganhos, que a bienal está proporcionando, serão assimilados por uma minoria ignorada em outros ambientes. Parece radical, mas não é. Eu que acompanhei a evolução do evento, vejo que a galera que está aproveitando mesmo é quem esteve nele desde o começo. E as pessoas que realmente deveriam estar sendo bombardeadas por coisas boas, continuam no seu mundinho “pagodoresco”.
Minhas esperanças não estão totalmente abaladas, por saber que haverá pessoas que lutaram para que esse trabalho continue e se expanda. Mas eu preciso entender o que falta para que o cachoeirense – olhando mais para o lado da juventude – comece a pensar e optar por coisas mais construtivas. Lotar a palestra/show do Gabriel Pensador é legal, mas não são apenas os “globais” que têm cultura para oferecer. O que eu quero dizer é que vale à pena trocar de ambiente, nem que seja pra descobrir que você não foi feito para o saber.
Ronalson.


