Arquivo para a categoria 'Música não amarela-esverdeada.'

1968 motivos para ter (ou não) orgulho de Cachoeiro.

1- Itabira

2- Rio Itapemirim

3- Roberto Carlos

Para uma boa parte dos cachoeirenses, ausentes ou não, este é o início do TOP 10 Cachoeiro. Não querendo desmerecer as obras da Mãe Natureza e o Marketing musical, mas eu não concordo.

A segunda Bienal Rubem Braga começou. Não nesta quinta e sim há um bom tempo. Eu tive a sorte de poder acompanhar a preparação deste evento e descobri muita coisa legal na Capital da Crônica (ou para facilitar: a terra do Rei).

A banda Vitrola de 3 que me espantou pela genialidade em plena Praça da Poesia, uma juventude culturalmente ativa muito promissora, crônicas geniais de Rubem Braga, lugares divertidos, boa música e filmes fantástico são alguns desses frutos, que espantosamente emergiram de uma cidade que eu taxava apenas como: quente, sem graça e com uma movimentação cultural guardada nas prateleiras do porão da casa dos Braga.

Eu classificaria o evento como algo paradoxal, por conta das disparidades de sensações que venho sentido. É muito (muito) f… ver algo assim acontecer em Cachoeiro, melhor ainda, é esse banho de cultura proporcionar coisas incríveis como: uma conversa totalmente descontraída – quase uma conversa de bar com os amigos – com o jornalista e escritor Zuenir Ventura, um debate sobre cotas no banco da praça, ler um pouco de tudo, aprender sobre cinema, música e pessoas.

Mas “nem tudo é o que parece ser”, do outro lado da moeda, eu vejo que esses ganhos, que a bienal está proporcionando, serão assimilados por uma minoria ignorada em outros ambientes. Parece radical, mas não é. Eu que acompanhei a evolução do evento, vejo que a galera que está aproveitando mesmo é quem esteve nele desde o começo. E as pessoas que realmente deveriam estar sendo bombardeadas por coisas boas, continuam no seu mundinho “pagodoresco”.

Minhas esperanças não estão totalmente abaladas, por saber que haverá pessoas que lutaram para que esse trabalho continue e se expanda. Mas eu preciso entender o que falta para que o cachoeirense – olhando mais para o lado da juventude – comece a pensar e optar por coisas mais construtivas. Lotar a palestra/show do Gabriel Pensador é legal, mas não são apenas os “globais” que têm cultura para oferecer. O que eu quero dizer é que vale à pena trocar de ambiente, nem que seja pra descobrir que você não foi feito para o saber.

Ronalson.

“That all started with a big bang”

O título e o vídeo acima sugerem algumas coisas e por conta disso eu poderia dissertar aqui sobre: a teoria do Big Bang em si, entretanto, não tenho conhecimento suficiente e digamos que para mim a física se resume em algo que me prende ao chão; um outro ponto seria: o incrível seriado da Warner, mas isso é potencialmente um bom assunto para uma postagem exclusiva mais adiante; e finalmente eu poderia utilizar o título para relembrar que quase tudo começa com uma grande explosão.

O “fim” da Segunda Guerra Mundial, por exemplo: deu-se quando os Estados Unidos resolveram lançar uma tímida bomba atômica em Hiroshima e dois dias depois uma em Nagasaki, o Matias torna-se um verdadeiro homem do BOPE quando explode a cabeça do Baiano com uma 12, o ano novo começa com explosões de fogos de artifício, as olimpíadas de Pequim provavelmente irão começar com um belo show de fogos, a separação de um casal começa com uma briga explosiva e destrutiva e com esse blog não foi diferente, não que eu queira dizer que é um estouro ou algo do tipo, mesmo porque quase ninguém sabe da existência dessa belezinha, mas sim pelo fato de que desde o surgimento da idéia de criar um blog até eu começar a escreve esse texto muitas idéias passaram pela minha cabeça, muitas mesmo.

Os inúmeros nomes criados, as inúmeras formas de se chegar a um nome, que foram: desde abrir um dicionário e utilizar a palavra que o dedo apontasse até tentar criar neologismos, as tentativas de criar um cabeçalho legal ou a elaboração do post inicial são exemplos das explosões de idéias por trás da criação deste blog.

Por fim e realmente mais importante que tudo dito acima: pretendo, juntamente com alguns amigos, discutir e aprender sobre: arte, música, filmes, literatura, sentimentalismo barato, redação, política, sexos, drogas e rock’n roll, não necessariamente nesta ordem.